segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Esteira ou rua: o que levar em conta para caminhar ou correr?

Uma dúvida que não quer calar: o que será mais saudável e eficiente? Correr na rua ou na esteira? Muitos profissionais acreditam que, caso o treino seja bem realizado, as esteiras podem ser ótimas aliadas na obtenção dos resultados desejados. Mas há quem goste de correr nas ruas para aliar a boa forma a uma mente saudável, então, vale o gosto e o acompanhamento correto para obter os resultados desejados.

Acompanhe as principais diferenças cada uma dessas modalidades e escolha qual é mais adequada para a sua realidade:

Domínio do ritmo:
Na esteira, basta olhar no painel para acompanhar o ritmo, a velocidade e a distância. Também dá para ajustar a inclinação do terreno, além de criar percursos de acordo com o seu objetivo. É a tecnologia que se adapta aos seu plano de atividade física!

Já nas corridas ao ar livre, é mais difícil controlar o ritmo, a velocidade e a distância percorrida. O ideal é usar sempre um monitor cardíaco, para não extrapolar e garantir uma corrida mais segura. Por outro lado, existe a vantagem de conhecer paisagens e interagir com a natureza.

Impacto sobre a musculatura:
Quanto ao impacto, a esteira é melhor para quem está começando a correr, pois a maioria das máquinas vendidas na atualidade possui sistemas de redução de impacto.

No caso da corrida na rua, os interessados precisam tomar um cuidado especial. Além de comprar um bom tênis. É preciso ficar atento ao piso. Neste sentido, o asfalto é a superfície de maior risco de lesões. A grama e a areia batida são mais seguras, enquanto a areia fofa é indicada se você quer treinos mais pesados.

Movimento exigido:
Como é o chão que se movimenta, a corrida na esteira faz com que o corredor dê um número maior de passadas – com o tempo, há o risco de ter lesões por esforço repetitivo. Isso não acontece na corrida de rua, já que é o praticante que se desloca para frente. Por isso, correr ao ar livre exige mais força muscular, principalmente de coxas e panturrilhas. Isso torna o gasto calórico maior que o da esteira. Mas atenção: nos dois tipos de corrida há o risco de lesão. Tome cuidado e não exija demais do seu corpo.

Influência do vento:
O vento também é um fator importante a ser levado em conta na hora de escolher entre corrida na rua ou na esteira. No caso do equipamento, o vento não interfere, o que deixa a corrida mais confortável. Mas isso também compreende uma desvantagem. Afinal, como a dificuldade imposta pelo vento não existe na corrida na esteira, o corredor fará menos força, gastando menos calorias. Quem corre na rua tem aproveita esse diferencial: a resistência oferecida pelo vento deixa a malhação mais pesada. Com isso, proporciona melhor condicionamento físico.

Tempo e temperatura:
Quem malha em casa ou na academia e usa a esteira não corre o risco de o mau tempo comprometer a atividade. Quando se fala em “projeto verão”, oportunidade para entrar em forma e aproveitar a estação mais quente, esse detalhe é importante, porque chove mais com a aproximação desta época do ano. Além disso, o ideal é posicionar o equipamento em locais com ar condicionado e boa ventilação para não sofrer com o calor.

Os que preferem correr na rua estão sujeitos a temperaturas muito altas ou baixas demais e podem sofrer algum incômodo e ter o rendimento prejudicado. Também há a possibilidade de os dias chuvosos cancelarem o treino.

Hidratação:
No quesito reposição de líquidos, a esteira ganha com folga da corrida convencional. No equipamento, a garrafa de água fica no suporte do aparelho, sempre à mão, o que facilita a hidratação (que é extremamente importante seja qual for o objetivo). Já na corrida de rua, é complicado carregar a garrafinha durante todo o percurso e os praticantes precisam programar um caminho que proporcione essa possibilidade.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sete mitos e verdades sobre a prática de exercícios físicos


Caminhada pode ser considerada uma atividade física? Ioga pode ser praticada como um exercício aeróbico? Neste post procuro desvendar mitos e verdades sobre a prática de exercícios físicos, sei que já postei algo sobre os mitos, mas esse aqui trata de algumas atividades não abordadas anteriormente. Confiram a lista a seguir:

1 - Caminhada não é atividade física
 “Atividade física é qualquer movimento decorrente de contração muscular com gasto energético superior ao do repouso", diz o médico do esporte Victor Matsudo. A caminhada é, portanto, uma atividade física. Seus benefícios, porém, só começam a ser sentidos quando ela é praticada num ritmo de 4 a 7 quilômetros por hora.

2 - Isotônicos são sempre a melhor opção para repor os minerais perdidos com a atividade física
Isotônicos são indicados apenas para pessoas que praticam exercícios de longa intensidade e duração, em geral, acima de duas horas. Em atividades mais breves, a perda de sódio e potássio pode ser reposta com água.

3 - Ioga não é um exercício aeróbico
Exercícios aeróbicos são aqueles que aumentam a frequência cardíaca por mais de três minutos. As atividades aeróbicas por excelência são aquelas que mantêm os batimentos cardíacos entre 50% e 85% da frequência cardíaca máxima (FCM). Para calculá-la, subtraia sua idade de 220. Se você tem, por exemplo, 40 anos, sua FCM é 180 batimentos por segundo. Durante a atividade, essa taxa deve ficar entre 90 e 153. Na ioga tradicional, chamada de hatha, prevalecem os exercícios de flexibilidade e equilíbrio. As modalidades mais vigorosas, como power ioga e ashtanga, podem ser consideradas aeróbicas.

4 - Sentir dores fortes pelo corpo é sinal de que os exercícios praticados fizeram efeito
Dores leves que duram, no máximo, dois dias depois da prática de uma nova modalidade ou de exercícios feitos com maior vigor indicam pequenas rupturas nas fibras musculares - o que estimula a regeneração e o nascimento de novas fibras. Dores mais fortes e de longa duração são sinal de que houve lesão e precisam ser investigadas.

5 - A prática da corrida favorece uma aparência mais envelhecida
Qualquer atividade física, a corrida inclusive, quando praticada de forma exagerada, deflagra uma produção excessiva de radicais livres. Isso acelera o processo de envelhecimento, causando flacidez.

6 - A natação é a mais completa das atividades físicas
Não existe uma atividade física que contemple todas as recomendações do Colégio Americano de Medicina Esportiva, o principal guia da área. O ideal é praticar mais de uma modalidade, de modo a combinar os principais benefícios dos exercícios físicos: capacidade aeróbica, agilidade, equilíbrio, flexibilidade, força e impacto.

7 - Exercícios vigorosos, que queimam muitas calorias em pouco tempo, são os mais indicados para programas de emagrecimento
Em geral, atividades vigorosas são indicadas para ganho de força. Quando os exercícios são demasiado puxados, é difícil fazê-los por muito tempo. As atividades moderadas podem ser mantidas por períodos mais longos e, por isso, são mais indicadas para quem quer emagrecer.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Café da manhã repõe energia e ajuda a aumentar o rendimento intelectual

O café da manhã é uma refeição fundamental para despertar, começar bem o dia e acelerar o metabolismo. Mas muitos brasileiros pulam essa parte, vão direto para o trabalho e “enganam o estômago” até a hora do almoço.

Para destacar os benefícios do café da manhã, que neste feriado de 7 de setembro pode ser tomado com mais calma, o Bem Estar desta quarta-feira recebeu o endocrinologista Alfredo Halpern e o nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg.

Os médicos falaram sobre as características ideais do primeiro prato do dia e como esse hábito se forma ainda na infância. Também explicaram por que ficar muito tempo em jejum pode engordar, ao invés de emagrecer. Isso ocorre porque a grelina, hormônio da fome, aumenta muito em longos períodos de privação alimentar, e aí as pessoas comem mais depois, para compensar.
http://www.educacaofisica.com.br/_destaques/noticias/0809cafedamanhabemestar.jpg

De Norte a Sul do Brasil, o cardápio do café da manhã varia muito. Os repórteres das afiliadas da Globo foram conferir o que a população serve à mesa assim que acorda. Em uma enquete aqui no nosso site, perguntamos o que não pode faltar: o pão venceu, com 26% dos votos. Logo em seguida vieram o café e o leite, com 25% e 23%, respectivamente.

As frutas ficaram com 8% da preferência, os biscoitos com 5%, o suco com 4% e os cereais com 3%. Iogurte e queijo/embutidos ficaram com 2% cada. E por último, com 1%, apareceram carne e ovos.

Pular o café pode piorar trabalhos durante a manhã, por diminuir o desempenho intelectual e a resistência no caso de uma atividade física. Os hábitos alimentares se formam quando o indivíduo ainda é pequeno, por isso é importante incentivar os menores a ampliar o paladar e provar várias opções de alimentos.

Ao longo da infância, as necessidades nutricionais de vitaminas e minerais são maiores, principalmente por causa do crescimento. Nessa fase, portanto, as deficiências podem ser mais frequentes e suas consequências, mais sérias. Além disso, a fome diminui a habilidade da criança em responder aos estímulos ambientais, prestar atenção e obter informações.

Diversos estudos mostram que, ao não fazer o desjejum, perde-se a oportunidade de consumir micronutrientes, o que não é compensado em outras refeições e pode causar prejuízos ao crescimento e ao desenvolvimento.

O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio, mas o consumo fica muitas vezes restrito a um copo de leite no café da manhã. Nas outras refeições, a ingestão costuma ser muito baixa ou até inexistente.

Na infância e na adolescência, o cálcio contribui para a formação de ossos mais fortes e resistentes, prevenindo a osteoporose e possíveis fraturas na vida adulta. Além disso, a substância participa de várias outras funções no organismo, como divisão celular, contração muscular e transmissão de impulsos nervosos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

14 sintomas que devem levá-lo imediatamente ao médico.

Sede intensa, perda de peso sem motivo aparente ou um caso de febre persistente. Algumas mudanças bruscas no funcionamento do corpo podem ser o primeiro indicador visível de doenças ou disfunções do organismo. Ao surgimento desses sintomas, especialistas são unânimes em alertar: procure um médico imediatamente. Quanto antes uma doença, um problema ou um transtorno forem diagnosticados, maiores são as chances de sucesso do tratamento.

De acordo com Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, a demora em procurar ajuda médica pode resultar em complicações no tratamento que poderiam, muitas vezes, serem evitadas. "O ideal é que se procure um médico já nas primeiras 48 horas após o aparecimento desses sintomas", diz.

Confira abaixo uma relação de 14 sintomas elencados por especialistas, que devem servir como um sinal de alerta importante. Ao surgimento de algum deles, o ideal é que um médico seja procurado para o devido diagnóstico do problema.

14 sintomas que não podem ser ignorados

Perda de peso sem causa aparente
Uma perda involuntária de mais de 10% do peso corporal nos últimos seis meses deve ser investigada. Diversas condições médicas podem causar o súbito emagrecimento. Entre elas estão o hipertireoidismo, o diabetes, a depressão e outros distúrbios psicológicos, doenças do fígado, cânceres ou outras doenças que interferem na maneira como o corpo absorve nutrientes.

Febre persistente
Normalmente, crianças têm mais casos de febres do que adultos e com temperaturas mais elevadas, mesmo em situações benignas. Mas, quando essa febre dura mais de uma semana acima dos 37,5 graus, é hora de procurar um médico. De acordo Arnaldo Lichtenstein, clínico geral do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, mais da metade das febres sem causa aparente são causadas por infecções — que podem ir de uma infecção urinária a casos de tuberculose. Ainda há casos que são causados por cânceres (como o linfoma), doenças autoimunes, uso contínuo de alguns medicamentos e doenças reumatológicas. Se a febre for muito alta, acima dos 39,4 graus, o médico deve ser procurado o mais rápido possível.

Falta de ar
Se a dificuldade para respirar ultrapassa as limitações de um nariz congestionado ou da prática de uma atividade física pesada, pode haver um problema respiratório como pano de fundo. Entre as causas estão a doença pulmonar obstrutiva crônica, anemia, bronquite crônica, asma, pneumonia, embolia pulmonar e problemas de coração e pulmão. "Em alguns casos a falta de ar tem fundo emocional", diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Os episódios de ansiedade costumam vir acompanhados de aumento na frequência cardíaca, sudorese, falta de ar e outros sintomas físicos.

Mudanças inexplicáveis nos hábitos intestinais
Entenda-se por alteração intestinal qualquer quadro que não seja o normal de cada pessoa. Entre as mudanças mais comuns estão: fezes com sangue, escuras ou amareladas; prisão de ventre ou diarreia persistente; e vontade incontrolável de defecar. Essas mudanças podem significar a presença de infecções bacterianas (como a Salmonella), virais ou parasitárias. Há casos ainda de problemas como a síndrome do intestino irritável, câncer de cólon e doença celíaca.

Mudanças repentinas no estado mental
Casos de confusões repentinas de pensamento, de concentração e de memória, ou desorientação tempo e espacial, e até mudanças súbitas no comportamento — como tornar-se agressivo — são sinais de que um médico deve ser procurado o mais breve possível. As mudanças rápidas no estado mental podem significar diversos problemas, como infecção, anemia, baixo índice glicêmico, desidratação ou problemas mentais. Em alguns casos, ela pode ser causada por um acidente vascular cerebral (derrame) ou por um tumor.

Sentir-se saciado mesmo depois de comer pouco
Sentir-se saciado após ingerir pequenas refeições é um sinal de que há algo errado com o organismo. Para saber se a saciedade chega antes da hora, vale uma regra de comparação: se ao comer a mesma quantidade de sempre, a pessoa sente-se empanturrada. Assim, ela acaba tende de comer menos do que o habitual para ficar saciada. A sensação de saciedade pode vir acompanhada ainda de náusea, vômitos, inchaço, febre e perda ou ganho de peso. As possíveis causas para o problema são: refluxo gastroesofágico, síndrome do intestino irritável, gastrite, úlcera, problemas na vesícula ou no esôfago. Em casos mais severos, pode ser sinal de câncer.

Ver flashes de luz
Visualizar manchas brilhantes ou alguns flashes de luz pode ser um sinal de alterações na retina, como uma má circulação ou mesmo seu descolamento. Outros problemas são alterações no vítrio do olho, um líquido que fica entre o cristalino e a retina. Há casos ainda que esses sinais luminosos indicam o começo de uma crise de enxaqueca com áurea.

Tontura ou sensação de desmaio
Casos em que a tontura ocorre após uma forte pancada na cabeça e vem acompanhada de febre alta, perda súbita de audição, dor no peito e visão podem ser graves e devem ser encaminhados imediatamente para o serviço de emergência hospitalar. Outros casos de urgência veem ainda acompanhados de enfraquecimento das pernas ou braços, fala embaralhada, perda de consciência e mal-estar. Entre as causas estão: problema cardíaco, anemia, enxaqueca, síndrome metabólica, transtornos de ansiedade, distúrbios emocionais ou neurológicos, lesões na cabeça e medicamentos.

Sede intensa e muitas idas ao banheiro para urinar
Beber quantidades elevadas de água (cerca de quatro litros por dia) e ir ao banheiro em intervalos menores do que o de costume podem ser sintomas de rinite alérgica ou de que os níveis de glicemia do sangue estão desregulados. "Em tempos secos, a pessoa com rinite bebe mais água e acaba indo ao banheiro", diz Arnaldo Lichtenstein. Mas como o sintoma pode ser ainda um sinal de diabetes, deve-se procurar um médico para o diagnóstico adequado.

Urina escura ou pele e olhos amarelados
Quando a urina está com uma aparência escura, chegando a manchar a roupa, ou os olhos e a pele estão amarelados, o organismo pode estar enfrentando desequilíbrios de substâncias no sangue. Esse amarelamento pode ser causado por icterícia, hepatite, cálculo biliar, câncer de pâncreas ou de fígado e processos infecciosos variados.

Vômito
Quando o vômito acontece de maneira inexplicável, em pessoas que não têm histórico de vômitos sem um motivo aparente, ele pode ser um prenúncio de infarto ou ainda de problemas vascular, digestivo ou neurológico.

Dores torácicas
Dores no peito e no tórax durante a prática de um exercício físico podem ser sinal de que algo está errado. Quando a dor é recorrente e costuma desaparecer dez minutos depois que a atividade física termina, ela pode ser um sinal de angina — um conhecido precursor do infarto cardíaco. Em casos mais amenos, no entanto, essa dor pode ser causada apenas pelo acúmulo de gases.

Tosse persistente
Uma tosse seca, do tipo que arranha a garganta e o pulmão e tem duração de mais de três semanas, pode ser reflexo do uso de alguns remédios ou o sintoma de problemas como tuberculose, sinusite ou mesmo de um refluxo de ácido do estômago.

Inchaço de membros
Pessoas acima do peso e com varizes têm, normalmente, um pouco de inchaço nas pernas ao fim do dia. Mas quando esse inchaço começa a aparecer mais cedo e vem acompanhado de falta de ar e inchaço no rosto, é hora de procurar um médico imediatamente. O sintoma, que acomete as duas pernas, pode estar sendo causado por problemas de coração e de rim. Quando apenas uma perna é afetada, no entanto, o inchaço pode ser o resultado de uma trombose e costuma vir acompanhado de dores fortes no membro.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Semana da Inclusão – SESC Copacabana

Semana da Inclusão – SESC Copacabana

Ciclo da Palestras

Programação

20/09 – 15h ás 17h - O Esporte e a Inclusão por meio dos Projetos Sociais

Palestrante: Professor Marco Leandro
Educador Físico
Mestre em Ciência do Esporte
Professor de Atletismo do projeto social para crianças carente em Santa Cruz


21/09 – 15h ás 17h – A arte de Superar barreiras – Uma incessante busca de autonomia

Palestrante: Elane Silva:
Deficiente visual
Estudante de fisioterapia
Professora do curso de cuidador de idosos


22/09 – 15h ás 17h – Inclusão do Idoso no meio social através da Atividade Física

Palestrante: Anderson Amaral
Mestrado em gerontologia e saúde
Pós em Neurociência e longevidade - IPUb/ufrj
Coordenador do centro de atividade física, envelhecimento e saúde


23/09 – 15h ás 17h – Esporte Adaptado – Mitos e Verdades

Palestrante: Eduardo Oliveira
Especialista em marketing, motivação e superação
Professor da CEAFES


Informações e Inscrições:
2548-1088 r:224 ou 234
Setor de Esporte & Lazer

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Exercício diário de 15 minutos pode render 3 anos de vida

Fazer apenas 15 minutos de exercício moderado por dia pode acrescentar três anos na vida de uma pessoa, indicou uma pesquisa em Taiwan.

A maioria das pessoas tem dificuldades para manter a recomendação de 30 minutos diários de exercício, cinco dias por semana, e especialistas esperam que ao identificar uma dose menor, mais pessoas estarão motivados a levantar do sofá.

O pesquisador Chi Pang Wen, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde de Taiwan, disse que dedicar 15 minutos do dia a formas moderadas de exercício, como um andar mais acelerado, poderia beneficiar a todos.

"É para homens, mulheres, jovens e idosos, fumantes, pessoas saudáveis e não tão saudáveis. Médicos, quando atendem a qualquer tipo de paciente, esse é um conselho que serve para todos", disse Wen.

Wen e seus colegas, que publicaram suas descobertas na revista médica "The Lancet" nesta terça-feira, acompanharam cerca de 416 mil pessoas durante 13 anos, analisando seus históricos de saúde e os níveis de atividade física realizados em cada ano.

Depois de considerar as diferenças de idade, peso, sexo e uma série de outros indicadores ligados à saúde, eles descobriram que os que faziam apenas 15 minutos de exercícios moderados por dia aumentavam a expectativa de vida em três anos, comparados àqueles que permaneciam inativos.

"Nos primeiros 15 minutos... os benefícios são gigantescos", disse Wen.

O exercício diário também está ligado à uma incidência menor de câncer, e parece reduzir as mortes ligadas ao câncer em uma em cada dez pessoas.

"Cedo ou tarde, as pessoas vão morrer, mas comparado com o grupo inativo, o grupo que faz um pouco de exercício tem uma redução de 10% na mortalidade por câncer", diz Wen.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Hipertensão arterial começa na infância e adolescência

A maior parte dos diagnósticos de hipertensão arterial ocorre em pacientes com idade avançada.

No entanto, estudos evidenciam que a doença se inicia na infância ou adolescência.

Com base no pressuposto de que a pressão arterial elevada na infância pode acarretar em hipertensão na vida adulta, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) avaliaram fatores associados à enfermidade em 1.125 crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos, da rede pública de ensino de Salvador.

Os resultados, publicados na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, apontaram uma alta prevalência de pressão arterial (14,1%), sendo 4,8% de hipertensão e 9,3% de pré-hipertensão.

Prevenção na infância

Para os pesquisadores, o espaço escolar deve ser o ambiente favorecedor de ações de promoção de estilo de vida saudável, evitando que milhares de jovens desenvolvam prematuramente, em especial, doença arterial coronariana e vascular encefálica.

Para os pesquisadores, o espaço escolar deve ser o ambiente favorecedor de ações de promoção de estilo de vida saudável, evitando que milhares de jovens desenvolvam prematuramente, em especial, doença arterial coronariana e vascular encefálica.

"Verificou-se que a prevalência de pré-hipertensão e hipertensão em crianças e adolescentes é maior entre aqueles com excesso de peso, do sexo feminino e com consumo alimentar inadequado", comentam os pesquisadores. "A detecção precoce dessas alterações pode contribuir para o desenvolvimento de programas de saúde de caráter preventivo, com enfoque na mudança de estilo de vida, voltada para a promoção de saúde, evitando-se que milhares de jovens desenvolvam prematuramente doença arterial coronariana e acidente vascular encefálico".

Sobrepeso e obesidade

Os dados também indicaram uma grande ocorrência de sobrepeso e obesidade de 12,6% nos participantes da pesquisa, sendo que 8,7% dos entrevistados apresentaram circunferência da cintura acima do recomendado e 35,7% eram fisicamente inativos. Segundo os pesquisadores, os participantes com excesso de peso mostraram ter cerca de três vezes mais chances de apresentarem pré ou hipertensão arterial.

O índice elevado de crianças e adolescentes acima do peso, de acordo com os estudiosos, pode ser explicado pelas modificações nutricionais no estilo de vida da população brasileira nos últimos anos.

Essas mudanças favoreceriam o aumento do consumo de alimentos industrializados, a alimentação fora de casa e a substituição das refeições tradicionais pelos lanches, o que acarretaria no elevado consumo excessivo de sal, produtos gordurosos, açúcares simples, doces e bebidas açucaradas, além da diminuição do consumo de frutas, verduras e cereais integrais.

"Embora as evidências indiquem que a adoção de estilo de vida saudável constitua base fundamental para a prevenção e o tratamento dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, o desafio atual se constitui na execução de estratégias eficazes, duradouras e viáveis no campo da saúde pública que conduzam a adoção desse estilo de vida em crianças e adolescentes", destacam os pesquisadores. "É possível que o espaço escolar seja o ambiente favorecedor de ações de promoção de estilo de vida saudável, como alimentação adequada e atividade física, evitando que milhares de jovens desenvolvam prematuramente, em especial, doença arterial coronariana e vascular encefálica".